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Portefólio de Psicologia

Portefólio de Psicologia

Influências genéticas e ambientais no comportamento

27.11.21

 Tanto a nossa genética como o meio em que vivemos influenciam o nosso comportamento.

     Cada um de nós tem o seu próprio genótipo, sendo o conjunto de genes de um indivíduo que se encontra nos cromossomas e não se manifesta. Esta informação é expressa no fenótipo que corresponde às características observáveis do genótipo que resulta também com a participação do meio ambiente.

  

Existem dois tipos de características que se transmitem geneticamente dos pais para os filhos: comuns à espécie; próprias de cada um;

Hereditariedade individual: conjunto único de características herdadas por um indivíduo e que o distingue de todos os que integram a sua espécie.

Hereditariedade específica: transmissão à geração seguinte das características comuns aos indivíduos de uma espécie que os diferenciam de todas as outras;

 

83c8832c923b670f125fc951ba14cef8_1198972.jpgO meio ambiente é fundamental para o desenvolvimento das características que nos irão tornar únicos.

A partir de estudos sobre gémeos, por exemplo, podemos observar esse desenvolvimento das características em meios diferentes.

Apesar de compartilharem exatamente o mesmo DNA, os gêmeos idênticos podem apresentar personalidades completamente diferentes mesmo quando criados na mesma família. 

 

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha, por exemplo, concluiu que mesmo que gêmeos tenham o mesmo DNA, as experiências que eles acumulam durante a vida ajudam a formar a personalidade. E quanto mais velhos, mais diferentes.

Estes cientistas analisaram ratos geneticamente idênticos, inseridos num mesmo ambiente, para chegar a tal conclusão. Colocaram os animais numa gaiola cheia de brinquedos e observaram o comportamento de cada um deles.

Como havia muitas possibilidades de interação com os objetos dentro da gaiola, cada rato explorou o ambiente de uma maneira diferente, acumulando experiências distintas. Durante os três meses de experiência os animais foram se diferenciando cada vez mais.

Numa próxima etapa, os cientistas analisaram o cérebro dos animais e perceberam que os ratinhos que exploraram mais a gaiola tinham um número maior de novos neurônios. E essa mudança no cérebro deixa indivíduos geneticamente idênticos ainda mais diferentes, promovendo a individualidade.

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Concluindo, não são os genes que formam a nossa personalidade e a nossa forma comportamental, mas sim o meio ambiente onde nos inserimos.

 

 

 

Fatores fundamentais no processo de se tornar humano

26.11.21

A Cultura 

A cultura é um conjunto de aspetos sociais e culturais que estão presentes em constante interação. Estes vão influenciar a nossa capacidade de adaptação aos desafios colocados ao longo das nossas vidas. É um modo de adaptação que ultrapassa a biologia. Permite que o indivíduo se adapte a novas situações de modo mais eficaz e versátil do que a adaptação orgânica. Designa um conjunto de respostas para melhor satisfazer as necessidades e os desejos humanos.

   A cultura diz respeito às tradições, crenças, valores que são partilhados por uma sociedade em que os comportamentos são passados de geração em geração. Daí a sua influência em cada um de nós. Não existem culturas universais, assim, persiste uma enorme diversidade de padrões culturais.

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A Socialização    

 A socialização está presente ao longo de toda a nossa vida. Esta consiste no processo de aprendizagem, interiorização e valorização das orientações sociais e culturais. É através desta que nos integramos na sociedade.

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Assim, quando nascemos, somos integrados numa família, pertencente a uma determinada sociedade, com a sua língua, tradições, hábitos, valores e práticas sociais, que aprendemos e interiorizamos através da socialização.

O processo de socialização é particularmente significativo durante a infância e a adolescência. Contudo, continua presente durante o resto da vida dos indivíduos. Na verdade, os indivíduos são influenciados pelo meio social envolvente, o que os leva a modificarem constantemente o seu comportamento ao longo de todas as fases da sua vida.

Universitários sofrem com falta de socialização

 

 

Existem duas etapas de socialização, a primária e a secundária.

A primária ocorre durante a nossa infância e permite a aquisição de saberes básicos (língua, alimentação, higiene...) que se desenvolvem através da interação com os agentes de socialização (família, educadores, vizinhos...).

A secundária acompanha toda a nossa vida adulta e permite os ajustamentos em função das alterações significativas (como casar, ter filhos...).

 

 

 

 

A riqueza da diversidade humana

24.11.21

 Nem sempre conseguimos perceber que a cultura está a influenciar os nossos comportamentos, mas quando nos confrontamos com pessoas de outras culturas, acontece um choque e entendemos a nossa própria cultura. Quando na nossa cultura podemos achar algo estranho de se fazer, em outra cultura qualquer, esse algo pode ser extremamente normal.

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A diversidade cultural designa a existência de diversas culturas, resultantes de uma característica tipicamente humana: a neotenia.

Como o Homem é um ser biologicamente inacabado, dotado de um programa genético aberto que concede muito espaço às aprendizagens, podemos reparar que em meios distintos e mediante distintas formas de aprendizagem e de adaptação ao meio, os diferentes povos criaram diferentes formas de vida.


«O homem recebe do meio, em primeiro lugar, a definição do bom e do mau, do confortável e do desconfortável. Deste modo os chineses preferem os ovos podres e os oceânicos o peixe em decomposição. Para dormir, os pigmeus procuram a incómoda forquilha de madeira e os japoneses deitam a cabeça em duro cepo. O homem recebe assim, do seu meio cultural, um modo de ver e de pensar. No Japão considera-se delicado julgar os homens mais velhos do que o que parecem (…). Demonstrou-se que a percepção das cores, dos movimentos ou dos sons, está orientada e estruturada de acordo com o modo de existência. O homem retira do meio as atitudes afectivas típicas. Entre os maoris, onde se chora à vontade, as lágrimas correm só no regresso dos viajantes e não à sua partida. Nos esquimós, que praticam a hospitalidade conjugal, o ciúme desapareceu, tal como na Samoa; em compensação a morte de um inimigo pessoal aceita-se como um acto normal, ao passo que a guerra surge como o cúmulo do absurdo; a morte não parece cruel, os velhos aceitam-na como um benefício e todos se alegram por eles. (…) A piedade para com os velhos varia consoante os lugares e as condições económicas e sociais: alguns índios da Califórnia estrangulam-nos, outros abandonam-nos nas estradas. O amor e os cuidados da mãe pelos filhos desaparecem nas ilhas do estreito de Torres e nas ilhas Andaman, em que o filho ou a filha são oferecidos de boa vontade aos hóspedes da família como presentes, ou aos vizinhos em sinal de amizade. A sensibilidade a que chamamos ‘‘masculina’’ pode ser, de resto, uma característica ‘‘feminina’’, como nos Tchambuli, por exemplo, em que na família é a mulher que assume a direcção e domina. Os diferentes povos criaram e desenvolveram um «estilo de vida» que cada indivíduo aceita – não sem reagir, de resto – como um protótipo. Como se acaba de ver, não há uma verdadeira natureza humana, no sentido em que se diz natureza química, que se define de uma vez para sempre pelas características das suas propriedades. No entanto, é inegável que o homem, em sociedade, actualiza possibilidades que o distinguem incontestavelmente dos animais superiores.»

MALSON, Lucien – As Crianças Selvagens

 

Padrões de Cultura

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Os padrões de cultura correspondem a modelos de comportamento, pensamento, valores e formas de agir de uma dada cultura que são partilhados pelos membros de uma determinada sociedade. Constituem o código (baseado em normas, valores) que permite identificar indivíduos e grupos.

Estes padrões permitem prever, até certo ponto, o comportamento das pessoas que pertencem a uma comunidade. Definem a maneira como o ser humano deve agir de modo a que a sua conduta seja apropriada, enquadrando as experiências individuais e colectivas.

 




A plasticidade do cérebro

20.11.21

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plasticidade a capacidade do cérebro em se remodelar em função das experiências do sujeitoem reformular as suas conexões em função das necessidades e dos fatores do meio ambiente

As redes neuronais modificam-se em função das experiências vividas. É a plasticidade fisiológica que permite a aprendizagem ao longo de toda a vida.

Por outro lado, é esta aprendizagem que permite que o cérebro se modifique consoante as necessidades de adaptação pondo em causa a tese do determinismo genético.

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aprendizagem é o principal instrumento de adaptação humana.

Elementos estruturais e funcionais básicos do sistema nervoso humano

19.11.21

O sistema nervoso periférico é composto por bilhões de células nervosas (neurónios) que percorrem

NEU_nerve_cell_pt.giftodo o organismo fazendo a ligação entre o cérebro e outras partes do corpo, e muitas vezes entre si.

Os neurónios consistem em feixes de fibras nervosas, revestidas por muitas camadas de tecido composto por uma substância gordurosa chamada mielina. Essas camadas formam a bainha de mielina, que acelera a condução de impulsos nervosos ao longo da fibra nervosa. Os nervos conduzem impulsos em diferentes velocidades, dependendo do seu diâmetro e da quantidade de mielina em volta deles.

As células gliais são aquelas que, para além de fornecerem os nutrientes aos neurónios, controlam o seu desenvolvimento. Têm funções importantes no desenvolvimento e na comunicação cerebral. 

 

Elementos Estruturais do Sistema Nervoso:

  • sistema nervoso central

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A parte principal, constituído pela espinal medula (que tem funções decoordenação e de condução) e pelo encéfalo.

  • espinal medula;

Responsável por conduzir informações de diversas partes do organismo para o cérebro e deste para outras regiões, sendo responsável também pelos atos reflexos. Dá-se o nome de impulso nervoso ou influxo nervoso à informação que circula entre os neurónios.

  • sistema nervoso periférico;

O nome atribuído a todas as partes do sistema nervoso que estão fora do sistema nervoso central, incluindo assim: todos os nervos que conectam a cabeça, a face, os olhos, o nariz, os músculos e os ouvidos ao cérebro (nervos cranianos); os nervos que conectam a medula espinhal ao resto do corpo; e mais de 100 bilhões de células nervosas que passam por todo o corpo. O sistema nervoso periférico está dividido entre o sistema nervoso somático e o autónomo

  • somático;

O sistema nervoso somático é composto por nervos que ligam o cérebro e a medula espinhal aos músculos controlados por esforço consciente (músculos voluntários ou esqueléticos) e aos recetores sensitivos da pele. Os recetores sensitivos são as terminações especializadas das fibras nervosas que detectam informações no corpo e em volta dele.

  • autónomo;

Este sistema liga o tronco cerebral e a medula espinhal aos órgãos internos e regula os processos corporais internos que não exigem um esforço consciente, de modo que as pessoas geralmente não estão cientes deles. Por exemplo, a força e a frequência cardíaca e respiratória, a pressão arterial e a velocidade da passagem dos alimentos através do trato digestivo. O sistema nervoso autônomo é composto pelos sistemas simpático e parassimpático.

  • simpático; tem a função de preparar o organismo para situações de estresse ou de emergência, para lutar ou fugir.
  • parassimpático; Sua principal função é manter normais as funções corporais durante situações ordinárias.

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    Esses dois sistemas trabalham conjuntamente, de forma a que normalmente um iniba e o outro ativa as ações dos órgãos internos. Por exemplo, enquanto que o sistema simpático aumenta a pulsação, a pressão arterial e a frequência respiratória; o parassimpático as diminui.

 

Os nervos que conectam diretamente o cérebro e o tronco cerebral com os olhos, ouvidos, o nariz e a garganta, e também com várias partes da cabeça, pescoço e tronco são chamados de nervos cranianos. Já os nervos que conectam a medula espinhal com outras partes do corpo são chamados de nervos espinhais. O cérebro comunica-se com quase todo o corpo através dos nervos espinhais. 

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Função de algumas estruturas:

Espinal medula: centro de coordenação da atividade reflexa; centro condutor dos impulsos nervisos dirigidos ao cérebro.

Córtex cerebral: controla os movimentos voluntários, a perceçãp o pensamento a imaginação...

Tálamo: recebe e transmite a informação para o córtex cerebral;

Cerebelo: coodena os movimentos e garante o equilíbrio;

Hipófise: glândula que dirige a atividade so sistema endócrini;

Hipotálamo: regula em articulação com a hipófise, a homeostasia.

 

Estágios da comunicação nervosa

1º- Os nervos sensoriais ou aferentes transportam as informações captadas pelos órgãos dos sentidos, influxo nervoso, até à espinas medulas ou até ao cérebro;

2º- O sistema nervoso central processa a informação e determina uma resposta;

3º- A resposta é transmitida pelos nervos motores ou eferentes para os vários órgãos periféricos do corpo para que estes executem uma resposta.